MEDO DE DIRIGIR

Dirigir é um ato perigoso sem dúvida! Requer muito conhecimento, atenção e responsabilidade. Algumas pessoas mesmo desenvolvendo tais habilidades não conseguem se expor a prática, e são sabotadas por pelo medo, não conseguindo coragem para o autocontrole e execução. Devido as heranças históricas do machismo a mulher é a mais prejudicada, nessa questão, pois foi coagida pelo medo e por crenças sociais desde épocas passadas, de que não seria capaz de executar certas atividades, as quais eram inerentes, somente ao homem.

Desde a época da inquisição a mulher era vista como um objeto instigador de desejo sexuais, devido a isso e a fragilidade de ser mãe e criar filhos, seu objetivo era de não se expor para se proteger e proteger seus filhos, respeitando a autoridade do homem. Ainda alguns vestígios  de raízes desta época permanecem, pois a mulher é ainda vista como a causadora dos instintos sexuais masculinos, e de medo muitas preferem se colocar no lugar de fragilizadas.

As crenças sociais e individuais mais comuns que bloqueiam a mulher nesse ato são:  "dirigir é para homem", "eu não sou capaz", " as pessoas estão me julgando", "se eu dirigir deixarei de ser dependente de meu marido, de ter o seu afeto, atenção e romantismo", "Julgo os outros motoristas melhores que eu e mais capazes", "as pessoas estão me criticando", " eu nunca vou ser uma boa motorista", " tenho certeza que vou errar"... e assim vão inúmeros pensamentos idéias pessimistas a respeito desse e do julgamento dos outros.

Com ansiedade, insegurança,   forte expectativa, pressão, excesso de atribulações, a mulher muitas vezes acaba desistindo deste sonho. Boa parte dessas pessoas são perfeccionistas e não suportam a idéia de errar ou se mostrarem inadequadas na frente dos outros, serem julgadas e se exigem demasiadamente. O menino desde cedo aprendeu a brincar com carrinhos, motinhas caminhõezinhos e sempre teve uma familiaridade com estes objetos, a menina e mais incentivada a brincar apenas de boneca, casinha e escolinha, um dos vários outros aspectos que interferem no processo de tirar carteira. Claro que a porcentagem dessas pessoas diante da população geral é pequena, mas dentro dentro dessa pequena porcentagem, a maioria são mulheres e quando homens, os aspectos mais apresentados são de transtorno do pânico, ansiedade generalizada ou dificuldades cognitivas de atenção,  memória,  mas mesmo assim  dificilmente o homem desiste devido à estimulação cultural.  
Podemos comparar o ato de dirigir o volante do carro, com o ato de dirigir o volante da vida, pessoas que desistem desta aprendizagem podem muitas vezes estar desistindo de várias outras coisas em suas vidas, especialmente de controlar a ansiedade, o stress e o nervosismo e de buscar o autoconhecimento, aprendendo coisas novas e enfrentando novos desafios.

Dirigir pode se tornar um ato espontâneo, assim como andar, nadar, andar de bicicleta, fazer um bolo, cozinhar, dentre várias outras aprendizagens. Tudo o que é novo para aprender é difícil às vezes, simplesmente por entraves emocionais e não propriamente pelo contexto sistemático tarefas a ser alcançado. A motivação e autoestima faz enorme diferença na hora de encarar novos desafios.

Precisamos de apoio familiar, de amigos, professores, porém o fator definitivo é o autoconhecimento, podemos nos sentir um peixe fora da água, mas quando temos propósito, nunca desistimos do que queremos, mesmo sendo contrariados e criticados.

Independente de as diversas crenças culturais, individuais, cada caso é um caso, cada pessoa é única e tem a sua peculiaridade, portanto se você já tentou várias coisas e nada funcionou busque terapia, é a melhor forma de controlar os sentimentos que sabotam o ato de dirigir,  aprendendo os métodos e técnicas psicológicas existentes da terapia cognitivo-comportamental a pessoa terá mais facilidade em dirigir o volante do carro e inclusive dirigir o volante da sua vida, melhorando muito seu bem estar.

Deixando claro que a pessoa deve estar disposta a aceitar ajuda, infelizmente não podemos prometer uma cura definitiva, pois existem pessoas que apesar de ensinarmos todos os mecanismos, elas reagem mal a qualquer esforço mental, pois imaginam inconscientemente um milagre, mágica, onde não teram de fazer grande esforço para mudar e criam uma barreira para execução destes aspectos, portanto é preciso confiar no terapeuta e realmente aplicar os ensinamentos no seu dia a dia, ou seja estar disposto a mudar, confiar, valorizar, respeitar o profissional, este pode ser o melhor que existe, graduado pós-graduado, ter doutorado, mas se a pessoa não acredita em seu trabalho e não o valoriza, este não trará resultados busque terapia se realmente você quiser se esforçar para mudar!

Você pode se sentir bem por confiar, num coaching, num benzedeiro, num conselho de amigo e amiga, família,  mas este conhecimento  pode não trazer bem estar a longo prazo, pois estes muitas vezes não conhecem a fundo o que um profissional psicólogo adquiriu, em anos de estudo e carreira, um profissional que sobrevive desta profissão com certeza já deve ter tido o prazer ajudar na mudança e bem estar de muitas vidas.

Confiar na aplicação da ciência e na psicoterapia,  pode te trazer sim para uma mudança a longo prazo,  mecanismos os quais poderá usar para o resto da vida. Um psicólogo gabaritado pode fazer laudos, e ter sua assinatura como grande valor para diagnósticos, portanto confira se seu profissional é credenciado com CRP, pois só assim o seu nome vale para o trabalho clínico e avaliação terapêutica, veja se este apresenta alvará  e registro no CNES, não  caia na lábia de charlatanismo,  coisa muito comum hoje em dia com o advento da internet. Um grande abraço e viva psicologia, pois ela sim é a felicidade e verdade! Se descubra! Invista em você!     


Francieli Kureke

Psicóloga especialista em Psicopedagogia.
Atendimento de adultos e crianças. Avaliações Psicológicas e Psicopedagógicas. Palestras em instituições educacionais.

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